Da Periferia aos Desafios do Ensino Superior

segunda-feira, 31 de março de 2014

Inglês Inclusivo

A PUC-SP começou a oferecer um curso de Inglês gratuito para alunos da Instituição que possuem bolsas de estudos. O projeto é realizado em parceria entre o coletivo estudantil ProUni-se, o Departamento de Inglês e o Setor de Atendimento Comunitário (PAC) da Pró-Reitoria de Cultura e Relações Comunitárias. “Será uma oportunidade dupla”, afirma Erick Pinheiro de Carvalho Calistrato, graduando em Letras: Português-Inglês e idealizador da proposta. “Os bolsistas poderão se preparar e aprender uma segunda língua, e o professor, que será um aluno da graduação, poderá fazer um estágio e ter uma experiência de ensino durante sua formação”, avalia. Para Erick (foto), as pessoas imaginam que, ao chegar à universidade, os estudantes já saibam um segundo idioma. 
“Mas não dá para pressupor isso no caso dos bolsistas”, pondera. A partir dessa percepção, ele começou a articular, com o ProUni-se, um curso de Inglês voltado aos integrantes do ProUni. Uma sondagem inicial pelo Facebook indicou 80 interessados. Com a demanda quantificada, era preciso arrumar um espaço para as aulas; o grupo então entrou em contato com o PAC para conseguir uma sala no campus Monte Alegre. Conseguiram mais: o apoio institucional da Universidade para a empreitada. “Estávamos pensando em criar uma política de permanência para alunos com bolsa, incluindo cursos de Inglês, Português e Matemática”, explica Sandra Paulino, supervisora do PAC. “O ProUni-se nos procurou, e após algumas conversas, vimos que poderíamos trabalhar juntos”, complementa. “Víamos como utópico realizar um projeto em conjunto com a PUC-SP. Está acima de nossas expectativas, espero que seja o primeiro de muitos”, considera o estudante Thiago Viana (Geografia), membro do coletivo prounista. Sua colega, Nadja Aguiar (Administração), concorda: “É um grande passo”.

O PAC, a coordenação de estágios da graduação em Letras: Inglês e o ProUni-se trataram dos critérios para o processo seletivo e da concessão de bolsa-estágio para o graduando que dará as aulas. O PAC fará também acompanhamento dos bolsistas, auxiliando-os em qualquer tipo de dificuldade extra-acadêmica. Para Sandra, o projeto fortalece a inclusão social, cumprindo a missão de uma Instituição comunitária, filantrópica e católica: “Não se trata apenas de conceder uma bolsa de estudos, mas de complementá-la”.
O conteúdo será desenvolvido pelo aluno selecionado para lecionar, com supervisão das professoras Maximina Freire e Maria Fachin Soares, ambas do Depto. Inglês. “Será uma iniciação à docência dentro da Universidade”, observa Maria, que também coordena os estágios e a graduação em Letras: Inglês. Maximina diz que o ensino terá um modelo diferente daquele adotado em escolas de idiomas: a metodologia e o material serão construídos a partir das necessidades e das características dos próprios universitários. “Criaremos tudo em função do grupo. Teremos turmas pequenas exatamente para garantir esse contato mais próximo”, esclarece.
O curso, semestral, iniciou com 45 estudantes, em três turmas. O graduando que leciona, selecionado por edital, é o próprio Erick. “Sou professor de Inglês desde antes da graduação, por isso me acostumei com o início do ano letivo. Estou animado e ansioso para começar”, declara.

quarta-feira, 4 de setembro de 2013

Da periferia aos desafios no ensino superior


Quando nós saímos dos "bantustões" das periferias das grandes cidades, para estudar em uma universidade pública, ou particular de referência através de bolsas de estudo, a adaptação não é fácil. O choque cultural é iminente, a diferença de ideias, estilos e até a linguagem, muitas vezes são motivos de chacotas e não de correção pedagógica.

quarta-feira, 24 de julho de 2013

Redes de apoio e solidariedade na PUC-SP


A PUC-SP, instituição dedicada ao ensino, à pesquisa e à extensão, é uma universidade particular confessional, que tem como forte marca o caráter comunitário e filantrópico, enquanto está ligada a um grupo social que aceita a inspiração da tradição humanístico-cristã da igreja católica e, ainda, é concebida com uma instituição prestadora de serviço de interesse público. Podemos tomá-la, portanto, como uma universidade que indica uma educação que tem por objetivo o ensino, o desenvolvimento de pesquisa e extensão como praticas voltadas para a sociedade. Isso posto, fica a pergunta: qual é o papel dos alunos, professores e funcionários dentro da comunidade? Como as instituições privadas do ensino superior tem se adaptado às necessidades do Programa Universidade Para Todos - ProUni?

domingo, 23 de junho de 2013

Domingo de Cocriação e conversa sobre a recepção dos bolsistas - 2°/2013


Como propostas para a recepção do calouros, discutimos que:

  • Será feita uma enquete com o objetivo de "recrutar" pessoas para a recepção. O intuito principal é verificar quem tem disponibilidade de dia e horário quando da recepção. 
  • Faremos um revezamento para que o SAE sempre fique com alguém do grupo por perto. O escopo é pegar o contato de todos os bolsistas ingressantes.
  • Amanhã verificaremos com a PUC as datas que a Instituição fixou para a entrega de documentos e efetivação das matrículas dos calouros e conversar com as responsáveis pela Pontifícia. 
  • Outra ideia debatida foi a de alimentarmos o blog do Grupo com textos, reflexões, etc. Foi sugerido a criação de uma Comissão especifica para cuidar disso.

Em relação à recepção: 
  • Tiramos que, a principio, utilizaremos apenas os panfletos para informação dos calouros. 
  • Caso não tenhamos material suficiente buscaremos realizar parcerias com os CAs.

Como propostas temos: 
  • Uma cervejada ou uma parceria com comércios da região. Frisaremos que esta parceria seria exclusivamente para o financiamento do material, nada mais.
  • Quanto a data da possível cervejada e como esta se daria, requer a confirmação da data que a PUC fixará para a entrega de documentos.
  • Outra questão colocada foi a de deixarmos os recursos administrativos prontos, caso algum candidato tenha problema com o SAE quando da entrega de documentos. 
  • Após a coleta de dados dos calouros, marcaremos uma reunião para apresentação do Grupo, exposição dos propósitos, etc..
  • Conversamos a respeito do financiamento estudantil oferecido na PUC/Rio, mas não tivemos um encaminhamento no sentido de implementa-lo aqui, ainda. 

Segue as dicas de leitura indicadas durante a reunião:

Programa Universidade para Todos: democratizar ou mercantilizar?
link: http://www.diplomatique.org.br/artigo.php?id=1370

O ProUni e as disputas em torno da democratização do ensino superior
link: http://www.diplomatique.org.br/artigo.php?id=1385

quarta-feira, 22 de maio de 2013

Onde estamos: o emaranhado de pessoas conectadas que não para de crescer!

No começo eramos poucos estudantes de poucos cursos preocupados em pedir transferências de turno, fazer o bacharelado, monitorias, DPs, dentre outras coisas.

Depois nos juntamos com pessoas de outros cursos e a troca de informação e conhecimento aumentou, daí realizamos um abaixo assinado e garantimos nosso direito de ter nossa voz representada dentro da comissão responsável pela administração de bolsas.

Hoje contamos com mais de 600 pessoas em um grupo virtual, trocando informações, oportunidades e conhecendo verdadeiros amigos. Agora somos uma rede criativa que projeta ações dentro e fora da universidade com a perspectiva de cada vez mais conectar mais pessoas que trabalham, estudam e fazem parte desse emaranhado de relações sociais que transitam entre o mundo e a universidade!

Sobre a criação de um fundo estudantil: conversações do dia 20.05.13



Muito foi falado sobre o Fundo Emergencial da PUC-RJ - o FESP, e muitas ideias surgiram desde então. A discussão em torno da possibilidade da criação de um fundo social para os estudantes da PUC-SP (frise-se: ainda é mera discussão) não depende apenas  da determinação e da força de vontade dos interessados, mas também, em grande medida, depende de certa visão estratégica para que se contemple tanto os seus pré-requisitos necessários quanto o estabelecimento de ações eficazes que não esgote os limites de suas potencialidades. Ou seja: em um primeiro momento o fundo social dos estudantes deverá se ater apenas ao financiamento de atividades pouco dispendiosas, a fim de que se torne o mais viável possível para os seus futuros colaboradores.


Seguindo essa linha, segue abaixo alguns primeiros itens a serem desenvolvidos:

O que é?
R: Trata-se de um fundo social de financiamento para algumas atividades acadêmicas voltadas para as diversas áreas afins, dentre elas educação, assistência estudantil, cultura e capacitação profissional.

Quem serão os criadores do fundo?

R: Membros do ProUni-SE! em colaboração com as entidades e pessoas interessadas

Quais são os objetivos principais?

R:Viabilizar atividades acadêmicas, extensão universitária, capacitação profissional, assistência estudantil, etc.
Como será feito?
R: Os colaboradores(Pastoral Universitária, por exemplo) fomentarão o fundo legitimado pelo PAC(Setor de Atendimento Comunitário)/ Pró Reitoria de Relações Comunitárias, destinando recursos para o ProUni-SE! - Projeto Universitário de Suporte ao Estudante, que fará o repasse para o SONHE e para as aulas de inglês.

Metas:

  1. Fomento para o ProUni-SE! (curto prazo)
  2. Fomento para o SONHE (curto-médio prazo)
  3. Fomento para as aulas de inglês - professores e alunos (médio-longo prazo)
  • Vale refeição 
  • Certificado valendo horas complementares
  • Vale transporte
  • material e xerox

Esquema - Proposta 1

quarta-feira, 8 de maio de 2013

Comprometimento e cumplicidade: novas perspectivas para a relação entre o estudante e a COLAP




Nesta segunda, dia 6 de maio de 2013 a Comissão Local de Acompanhamento e Controle Social do ProUni (Colap) organizou uma reunião com os novos representantes da Colaps dos diversos campus da PUC-SP, e mais do que um novo quadro apresentado, a coordenadora de bolsas, Célia Forguieri, apresentou uma nova perspectiva para a atuação desse órgão atrelado ao MEC, baseado na colaboração com comprometimento. Na prática, isso significa que as Colaps atuarão de forma mais constante, conservando a já consagrada estrutura participativa para os alunos interessados em acompanhar tais encontros, de caráter meramente consultivo.

Representação discente da COLAP


A atual representante Analu Sanches, em decisão coletiva, foi indicada para ser a representante discente da COLAP no dia 8 de outubro de 2012, e agora, em cumprimento ao acordo de ficar apenas o tempo necessário para que os novos estudantes conhecessem o funcionamento da universidade, deixará o seu posto para que novos candidatos tenham condições de participar. Os representantes discentes beneficiários do Programa devem ser responsáveis pelas seguintes atividades:
I - exercer o acompanhamento, averiguação e fiscalização da implementação do PROUNI nas Instituições de Ensino Superior (IES) participantes do Programa;
II - interagir com a comunidade acadêmica e com as organizações da sociedade civil, recebendo reclamações, denúncias, críticas e sugestões para apresentação, e se for o caso, à Comissão Nacional de Acompanhamento e Controle Social do PROUNI - CONAP;
III - emitir, a cada processo seletivo, relatório de acompanhamento do PROUNI; e
IV - fornecer informações sobre o PROUNI à CONAP.

Em breve será lançado o edital que será devidamente divulgado por e-mail e neste BLOG.

quinta-feira, 25 de abril de 2013

REUNIÃO DO PROUNI-SE - período noite

  • Foi falado sobre a reunião da COLAP que ocorrerá no dia 6 de maio às 17h. Nesta reunião discutiremos com os demais membros que compõem a comissão, formas de divulgar a todos os estudantes bolsistas o processo de escolha do novo representante da COLAP.

quarta-feira, 3 de abril de 2013

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